quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Elemento básico | A direção

Todas as formas básicas expressam três direções visuais básicas e significativas: o quadrado, a horizontal e a vertical; o triângulo, a diagonal; o círculo, a curva. Cada uma das direções visuais têm forte significado associativo e é um valioso instrumento para a criação de mensagens de visuais.
A referência horizontal-vertical já foi aqui comentada, mas a título de recordação, vale dizer que constitui a referência primária do homem, em termos de bem estar e maneabilidade. Seu significado mais básico tem a ver não apenas com relação entre o organismo humano e o meio ambiente mas, também com a estabilidade em todas as questões visuais. A necessidade de equilíbrio não é uma necessidade exclusiva do homem; dele também necessitam todas as coisas construídas desenhadas. A direção diagonal tem referência direta com a ideia de estabilidade. É a formulação oposta, a força direcional mais instável, e, conseqüentemente mais provocadora das formulações visual. Seu significado é ameaçador e quase literalmente perturbador. As forças direcionais curvas tem significados associados à abrangência, a repetição e a calidez. Todas as forças direcionais são de grande importância para a intenção compositiva voltada para o efeito e um significado.

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Elemento básico | A forma

A linha descreve uma forma. Na linguagem das artes visuais, a linha articula a complexidade da forma. Existem três formas básicas: o quadrado, o circulo e o triângulo esqüilatero. Cada uma das formas básicas tem suas características específicas, e a  cada uma se atribui uma grande quantidade de significados, alguns por associação, outros por vinculação arbitraria, e outros, ainda através de nossas próprias percepções psicológicas e fisiológicas. Ao quadrado se associam enfado, honestidade, retidão e esmero; ao triângulo, ação, conflito, tensão; ao circulo, infinitude, calidez, proteção.

Todas as formas básicas são figuras planas e simples, fundamentais, que podem ser facilmente descritas e construídas, tanto visual quanto verbalmente. O quadrado é uma figura de quatro lados, com ângulos retos rigorosamente iguais nos cantos e lados que tem exatamente o mesmo comprimento. O circulo é uma  figura continuamente curva, cujo contorno é, em todos os pontos, equidistante de seu ponto central. O triângulo eqüilatero é uma figura de três lados cujos ângulos e lados são todos iguais. A partir de combinações e variações infinitas dessas três formas básicas, derivamos todas as formas físicas da natureza e da imaginação humana.

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Elemento básico | A linha

Quando os pontos estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los individualmente, aumenta a sensação de direção, e a cadeia de pontos se transforma em outro elemento visual distinto: a linha. Também poderíamos definir a linha como um ponto em movimento, ou como a história do movimento de um ponto, pois, quando fazemos uma marca contínua, ou uma linha, nosso procedimento se resume a colocar um marcador de pontos sobre uma superfície e movê-lo segundo uma determinada trajetória, de tal forma que as marcas assim formadas se convertam em registro.

Nas artes visuais, a linha tem, por sua própria natureza, uma enorme energia. Nunca é estática; é o alimento visual inquieto e inquiridor esboço. Onde quer que seja utilizada, é o instrumento fundamental da pré-visualização, o meio de apresentar, forma palpável, aquilo que ainda não existe, a não ser na imaginação. Dessa maneira, contribui enormemente para o processo visual. Sua natureza linear e fluida reforça a liberdade de experimentação. Contudo, apesar de sua flexibilidade e liberdade, a linha não é vaga: é decisiva,  tem um propósito e direção, vai para algum lugar, faz algo definitivo. A linha, assim, pode ser rigorosa e técnica, servindo como elemento fundamental em projetos diagramáticos de construção  mecânica e de arquitetura, além de aparecer em muitas outras representações visuais em grande escala ou de alta precisão métrica. Seja ela usada com flexibilidade e experimentalmente, ou com precisão e medidas rigorosas, a linha é o meio indispensável para tornar visível o que é ainda não pode ser visto, por existir apenas na imaginação.
A linha é também um instrumento nos sistemas de notação, como, por exemplo, a escrita. A escrita, a criação de mapas, os símbolos elétricos e a música são exemplos de sistemas simbólicos nos quais a linha é o elemento mais importante. Na arte, porém, a linha é o elemento essencial do desenho, um sistema de notação que, simbolicamente, não representa outra coisa, mas captura a informação visual e a reduz a um estado em que toda a informação visual supérflua é eliminada, e apenas o essencial permanece. Essa sobriedade tem um efeito extraordinário em desenhos ou pontas-secas, xilogravuras, águas-fortes e litografias.
A linha pode assumir formas muito diversas para expressar uma grannde variedade de estados de espírito. Pode ser muito imprecisa e indisciplinada, para tirar proveito de sua espontaniedade de expressão. Pode ser muito delicada e ondulada,  muito nítida e grosseira, nas mãos do mesmo artista. Pode ser hesitante, indecisa e inquiridora, quando é simplesmente uma exploração visual em busca de um desenho. Pode ser assim tão pessoal quanto um manuscrito em forma de rabiscos nervosos, reflexo de uma atividade inconsciente sob a pressão do pensamento, ou um simples passatempo. Mesmo no formato frio e mecânico dos mapas, nos projetos para uma casa ou nas engrenagens de uma máquina, a linha reflete a intenção do artífice ou artista, seus sentimentos e emoções mais pessoais e, mais importante que tudo, sua visão.
A linha raramente existe na natureza, mas aparece no meio ambiente: na rachadura de uma calçada, no fio telefônico contra o céu, nos ramos secos de uma árvore no inverno, nos cabos de uma ponte. O elemento visual da linha é usado principalmente para expressar a justaposição de dois tons. A linha é muito usada para descrever essa justaposição, tratando-se, nesse caso, de um procedimento artificial.

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Elemento básico | O ponto

O ponto é a unidade de comunicação visual mais simples e irredutivelmente mínima. Na natureza, a rotundidade é a formulação mais comum, sendo que, em estado natural, a reta ou o quadrado constituem uma raridade. Quando qualquer material líquido é vertido sobre uma superfície, assumi uma forma arredondada
Mesmo que esta não simule um ponto perfeito. Quando fazemos uma marca, seja com tinta, como substância dura ou com bastão, pensamos nesse elemento visual como um ponto de referência o indicador de espaço. Qualquer ponto tem grande poder de atração visual sobre o olho, exista ele naturalmente ou tenha sido colocado pelo homem em resposta a um objeto qualquer.

Dois pontos são instrumentos utilizados para medir o espaço no meio ambiente ou no desenvolvimento de qualquer tipos de projeto visual. Aprendemos cedo a utilizar o ponto como sistema de notação ideal, junto com a régua e outros instrumentos de medição, como o compasso. Quanto mais complexas forem as medidas necessárias à execução de um projeto visual, tanto maior será o número de pontos utilizados.
Quando vistos, os pontos se ligam, sendo portanto capazes de dirigir o olhar. Em grande número e justapostos, os pontos criar uma ilusão de tom ou de cor, o que, como já se observou aqui,  é o fato visual em que se baseiam os meios mecânicos para a reprodução de qualquer tom contínuo. O fenômeno perceptivo da fusão visual foi explorado por Seurat em seus quadros pontilhistas, de cor e tom extraordinariamente variados, ainda que ele só tenha utilizado 4 cores - amarelo, vermelho, azul e preto - e tenha aplicado a tinta com pincéis muito pequenos e pontiagudos. Todos os impressionistas exploraram os processos de fusão,  contraste e organização,  o que se concretizavam nos olhos do espectador. Envolvente e estimulante,  o processo era de alguma forma semelhante alguma das mais recentes teorias de McLuhan, para as quais o envolvimento visual e a participação no ato de ver são parte do significado. Mas ninguém investigou essas possibilidades completamente quanto Seurat, que, em seus esforços, parece ter antecipado o processo quadricromia a meio-tom, pelo qual são atualmente reproduzidos, na impressão em grande escala, quase todas as fotos e os desenhos cores, de tom contínuo.
A capacidade única que uma série de pontos tem de conduzir o olhar é intensificada pela maior proximidade dos pontos.

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